Foco nas focas

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Geraldo Alckmin anuncia fim da crise hídrica

      Em março desse ano o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin declarou ao G1 que a questão da água não terá mais risco, mesmo com a seca. Porem, algumas regiões da cidade ainda sofrem com a crise hídrica.

No bairro do M’boi Mirim por exemplo, ainda há “rodízios” de água. Em determinadas horas do dia os moradores notaram que falta água em suas torneiras. Claudete Novais, dona de casa, moradora do bairro Vila Nocuna na Zona Leste de São Paulo, alegou que mesmo depois de toda a campanha de economia de água realizada pela SABESP no ano de 2015, a população ainda fica sem água durante longos períodos. “Tem alguns dias que ficamos sem água  por muitas horas… até dias. Na última semana ficamos sem água  de quarta até sexta e mesmo sem água pagamos um valor absurdo na conta então eu acredito que a crise hídrica acabou apenas nos bairros nobres porque aqui, falta direto”
O químico, Felipe  Aguiar explica as principais  causas sobre a contaminação  que acarreta no desperdício  de  água e as possíveis  soluções para prevenção. “Atualmente o maior problema  no processo  de tratamento é  causado pela contaminação causada por metais pesados, hormônios, óleos residuais e agrotóxicos. Uma das formas de prevenção é  aumentar  a  fiscalização nas empresas e aumentar também  os postos de coletas de materiais  e óleos residuais usados.  As empresas  devem ter seus influentes  pré  tratados antes de serem liberados nas redes de esgoto, correios e rios.”
No ano de 2015, a companhia que fornece água a cidade, iniciou uma campanha que consistia em dar bônus de redução nas contas de 10% á 30% aos consumidores. A SABESP continuou com a campanha esse ano, porem, modificou seu modo de calculo de uso, acarretando em um numero menor de pessoas economizando.
No ranking de saneamento básico de países latino americanos, divulgado no site do instituto Trata Brasil, o país encontra-se na 10° posição entre 17 países que tratam a água. O país ainda perde uma grande porcentagem de água em seu tratamento, segundo o instituto isso se deve a falta de recursos financeiros.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Comitê Olímpico Internacional anuncia nova equipe

(Presidente do COI Thomas Bach (Fotos Públicas)



          Em maio deste ano, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a criação de nova equipe composta por atletas refugiados para competir nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
       Até o presente momento, 43 atletas foram convocados para os testes mas a equipe definitiva contará com a participação de 5 à 10 atletas, a escolha dos atletas irá ocorrer no mês de junho. O time terá como nome Time de Atletas Refugiados e irão participar da cerimônia de abertura, estes serão os penúltimos a entrar no desfile que será encerrado pelo Brasil. 
       O representante da ONG ACNUR, Luiz Fernando Godinho diz que o esporte tem como papel fundamental no acolhimento dos refugiados pois disponibiliza oportunidades igualitárias aos atletas profissionais já reconhecidos visando que o tratamento à pessoas refugiadas no país ainda é muito preconceituosa. Desta forma, a entrada de atletas refugiados nos Jogos Olímpicos pode mudar a visão das pessoas sobre estes estereótipos.
       Para o jornalista esportivo Fábio Gomes, o esporte é uma maneira bastante eficaz na inclusão social dos novos atletas pois este tem o papel fundamental de unir pessoas e é algo de extrema importância para a maioria na nação brasileira.
      "Esta decisão do COI vai trazer muitas oportunidades de inclusão destas pessoas, eles precisam ser tratados com respeito e participar de um evento tão importante como os Jogos Olímpicos pode fazer com que todos prestem mais atenção nestas pessoas que merecem ser acolhidas e respeitadas e também não creio que a decisão de criar uma delegação só de refugiados venha à criar um tipo de esteriótipo, tenho uma visão positiva sobre isso tudo"
      O Presidente do COI, Thomas Bach garante que quaisquer atos desrespeitosos contra os atletas não serão tolerados e que os refugiados receberão o mesmo tratamento ao dos demais atletas e serão acolhidos de braços abertos.

Depois de três anos Vila Itororó reabre com Projetos Culturais

Localizada no bairro da Bela Vista, São Paulo, a Vila Itororó reabriu em maio depois de três anos para apresentar projetos de atividades culturais para a população.
Foto tirada por Tatiane Mello da janela do Canteiro Aberto

A revitalização começou em 2014 com a limpeza e estabilização das construções. Casas foram demolidas dando mais espaço ao terreno, pois depois de 37 anos do primeiro projeto de transformar a vila em um complexo cultural, finalmente começa a sair do papel. Serão restauradas algumas casas, a piscina e o palacete que compõe o local.
“Para mim, soa como uma desculpa para esvaziar mais o centro e viabilizar investimentos altamente lucrativos em uma quadra hipervalorizada da cidade”, afirma a especialista em cultura Aline Fidalgo. E emenda: “Ninguém ainda levou a público o que de fato, será o futuro da Vila Itororó. ”
Após as obras, esses espaços poderão ser ocupados com atividades artísticas e laboratórios. Mas, já foi inaugurado, o primeiro local cultural, o Canteiro Aberto, que é um galpão que fica na Rua Pedroso, sendo que a Vila histórica, fica de fundo para o espaço. No canteiro, é apresentado palestra sobre a história da vila, tem apresentações teatrais e de dança, conta também com aula de ginástica para os moradores do bairro. Todos podem visitar o local e apreciar a Vila Itororó da janela do Canteiro Aberto.
A vila foi construída entre 1922 e 1929 pelo comerciante e empreiteiro português Francisco de Castro, com a proposta arquitetônica de ocupação do espaço público pela comunidade. Castro usou parte do material do Teatro São José, que foi demolido em 1920, para construir o local.
Esse nome é em homenagem à nascente do Riacho do Itororó – que ficava onde hoje, se encontra a Avenida 23 de Maio, e que abastecia a piscina da vila, a primeira particular em São Paulo.
“A vila era administrada pelo proprietário Senhor Castro, que tratava bem as pessoas, era sorridente, gostava de festas, fazia com que todos se sentissem da família, e era justo no aluguel. Morreu velhinho. E depois que a herdeira começou a administrar o local, os problemas começaram. ” Conta o Senhor Carlos, que morou na vila até o começo dos anos 70.
Em 2002 a Prefeitura de São Paulo finalizou o processo de tombamento e entrou com outro pedido, a desapropriação contra a proprietária do local. A luta continuou até 2012, pois os moradores não queriam deixar o local. Mas em 2013, todos foram retirados e alguns alocados em apartamentos do programa CDHU.
“Da sacada da casa do meu avô José Vessoni, morador da vila nos anos 80, estatuas me observavam com aqueles olhares fixos que pareciam contar histórias, enquanto o tempo lhe arrancava pedaços. ” Diz, Eduardo Vessoni, neto de um ex-morador da Vila Itororó.
De acordo com o cronograma que está disponibilizado no Canteiro Aberto, as obras vão até 2018, e irá contar com um bicicletário, uma horta e uma cozinha aberta ao público. Com o tempo de convivência entre moradores da região e a Vila Itororó, a Prefeitura espera receber mais sugestões para incorporar o projeto.

Segundo pesquisa da APAS os brasileiros vão menos aos supermercados

Em maio, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) divulga que os brasileiros reduziram suas idas as compras. O anúncio foi feito durante a 32ª Feira e Congresso de Gestão Internacional APAS 2016, em São Paulo. A pesquisa encomendada pela APAS diz que o número reduziu de 85 para 81 vezes ao ano em 2015. E assim, os brasileiros vão menos ao supermercado.
Foto: Aline Pereira
O dado reflete o atual poder de compra dos brasileiros após a recessão econômica. Com o desemprego e redução de postos de trabalho, muitos limitam seu consumo apenas a itens básicos. E em alguns casos, até o simples é reduzido.
Sônia Lima, dona de casa é um exemplo disso. Ela diz que se privou de sobremesas e algumas frutas de costume. Além disso, a quantidade de arroz mensal em sua casa agora é cinco quilos ao invés de dez, que era o normal até antes da crise no Brasil.
Outra particularidade que contribui com a redução na alimentação do brasileiro é a alta dos preços. Segundo Rafael Melo, economista e assessor de investimentos da Virtue Invest o aumento da inflação, registrado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é um dos fatores que colabora na redução do poder de aquisição dos consumidores. O índice subiu 0,61% em abril. O número interfere nas vendas e eleva o preço da cesta básica.
O período atual exige planejamento no momento de ir ao supermercado, mas nem tudo está perdido. Rafael Melo, dá algumas dicas de como fazer compras. “A dica para economizar nas compras começa dentro de casa, no planejamento financeiro. A família precisa conhecer quais são os seus gastos. Também é importante pedir descontos, fazer compras à vista e buscar ir à atacadistas que trazem preços melhores que supermercados de bairro.”

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Polícia Militar modifica estratégia em manifestação

        Em 2015, a Secretária Da Segurança Pública (SSP) declarou que os confrontos entre policiais e manifestantes ocorreram devido à falta de comunicação dos protestos. Segundo a SSP o trajeto das manifestações precisa ser informado com antecedência. Para garantir a segurança e facilitar a visibilidade de invasores.

Foto: Inaia Gomes
        
        Por esta razão a SSP destaca a importância de cumprir as regras supracitadas. Uma vez realizadas os confrontos reduzirão.No entanto, para Débora Piacente que participou de várias manifestações “Os policiais abusaram do poder mesmo diante deste fato, eles agiram contra a própria lei, agrediram manifestantes para aterroriza-los, fizeram revistas ilegais e forjaram provas. A ação da polícia foi desumana”. 
        Mas com a repercussão negativa sobre a ação policial. Em 2016, o Governandor Geraldo Alckmin reuniu-se com a Secretária Da Segurança Pública e sugeriu nova estratégia de policiamento nas manifestações.
No presente encontro, Alckmin propôs trabalhar com base maior nas ruas,espalhar policiais por toda a manifestação,revistar participantes  que estiverem portando objetos que possam induzir à violência e,definir locais e datas de manifestações junto com representantes do grupo.
       Para o policial militar Olavo Santana, esta medida foi acatada com o objetivo de presevar a ordem pública e gerar menos confrontos em protestos.Ele diz que terá policiais nas estações de Metrô e, os corredores de ônibus das imediações contarão com o policiamento da Polícia Militar e Polícia Civil.Tudo para garantir a segurança nas manifestações.
Dessa forma, as manifestações de 2016, contaram com a nova estratégia de policiamento.Débora Piacente comenta que havia muitos policiais nas ruas, e não foi perceptível confrontos no ato. Muito pelo contrário a população parecia se sentir mais segura.


Papa Francisco acolhe público mas veta união matrimonial LGBT

Apesar da reafirmação da posição da Igreja Católica de que o casamento deve ser entre pessoas de sexos opostos o Papa Francisco afirma, que seja posta a ênfase na necessidade de acolhimento de todos, independentemente da orientação sexual.
Pronunciamento de Papa Francisco (Fotos Públicas)
Pessoas que vivem à margem das regras católicas – divorciados, homossexuais, pessoas que vivem em uniões de fato, Papa Francisco lembrou que a Igreja que lidera “não aponta o dedo para julgar os outros” e tem o dever de misericórdia, porque “uma Igreja com as portas fechadas atraiçoa-se a si mesma e à sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira”. O pontife desde que assumiu, com visões progressistas que trazem conflitos na comunidade católica. Uma delas é o tratamento próximo com o público LGBT, a igreja precisa demonstrar amor e compreensão para todos.
“A igreja possui a missão de realizar a leitura dos sinais conforme os tempos à luz do evangelho e sem dúvidas o Papa Francisco, veem dado muitas mudanças ao evangelho, porém é importante ressaltar em que a igreja pregue a misericórdia. Em relação ao acolhimento ao público LGBT, sempre houve, não existe uma pastoral especifica.” diz, Dom Edmílson Amador, Bispo de Guarulhos.
Papa Francisco, reforça seu posicionamento a favor de amar a todos como irmãos. Em seu livro, Prefiro que as pessoas homossexuais se venham confessar, que fiquem próximo do senhor, que possamos rezar juntos.” -     Papa Francisco.
“Praticante do catolicismo, confesso estar satisfeito com o atual cenário diante da postura do Papa Francisco ao público LGBT” diz, Diego Rodrigues, católico homossexual.
O assunto sempre causa impacto, mais retornou à mídia quando Papa Francisco em seu primeiro livro em cerimônia realizada no Vaticano no dia 12 de Janeiro de 2016” O Nome de Deus é Misericórdia" de Francisco, nascido como Jorge Mario Bergoglio desde que que abdicou ao papado em 28 de fevereiro de 2013 e defende ideias de que a "Igreja não está no mundo para condenar", mas sim para levar à "Humanidade, que tem feridas profundas", uma mensagem de misericórdia e socorro espiritual, em sua obra publicada.
“Papa Francisco como líder influente no catolicismo na sociedade, veem quebrando paradigmas em que a séculos nenhum pontífice ousou atuar como o atual líder está pregando. O que podemos esperar da igreja católica num futuro é a liberdade de forma democrática com aceitação da sociedade” diz, Douglas Oliveira, Teólogo especialista.
Temas considerados polêmicos dentro do catolicismo, dentre como homossexualismo, nulidade matrimonial e a crise de refugiados, assuntos no qual o líder da igreja católica tem se engajado, na busca por soluções que ajudem a amenizar o sofrimento das vítimas das guerras nos países de origem. A obra de Francisco traz também referências à proclamação do Jubileu da Misericórdia (Misericoriae Vultus), explicando os motivos desta proclamação. 
Embora o pontífice tenha pregado a necessidade do acolhimento de todos, independentemente da orientação sexual, nunca se referiu especificamente aos controversos casamentos de pessoas do mesmo sexo, que a Igreja é firmemente contra.

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